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Cidadania: mais respeito às diferenças!

por Jeane Lúcia Vasconcelos

Muitas partes sociais lutam pelos seus direitos de inclusão na sociedade. É o que acontece com as mulheres, os negros, os sem-terra e tantos outros excluídos. Apesar de não terem conseguido inteiramente sua inclusão na sociedade, muito já avançaram.
 
Há também outro grupo de excluídos – as pessoas com deficiência, que não têm o ingresso aos direitos que devem pertencer a todos: educação, saúde, trabalho, locomoção, transporte, esporte, cultura e lazer.
 
Têm sido criadas leis para a garantia desses direitos, o que já é um importante passo. Mas, apesar delas, percebemos que nós ainda excluímos as pessoas que ponderamos ser “diferentes”. Devemos, então, conhecer e reconhecer essas pessoas que vivem à nossa volta, afastadas por nossa própria ação.
 
Se desejamos realmente uma sociedade democrática, devemos instituir uma nova ordem social, pela qual todos sejam incluídos no mundo dos direitos e deveres. Para isso, é preciso saber como vivem as pessoas com deficiência, conhecer suas expectativas, necessidades e alternativas.
 
Como é ser pai ou mãe de um garoto que não enxerga ou usa cadeira de rodas? Como funciona a casa de uma família de deficientes auditivos? Como uma pessoa que tem deficiência mental aprende?
 
Perguntas como essas podem nos levar a pensar sobre os obstáculos e as conquistas desses excluídos e na possibilidade de concretização dos seus direitos: soluções simples e concretas para que possam estar nas salas de aula; plena assistência à saúde; qualificação profissional; emprego; prática de esporte; cultura e lazer.
 
Isso só se conseguirá se cada um de nós se fizer a pergunta: o que podemos/posso fazer, como empresário, professor, funcionário público, engenheiro, médico, advogado, dona de casa, motorista de ônibus, para contribuir na inclusão daqueles que são “diferentes” de nós? Buscar respostas para essa pergunta não é um exercício fácil: exige o anseio de conhecer, de se arriscar, de se envolver e agir. Buscar essas respostas, como também contribuir, é construir cidadania e uma sociedade inclusiva.
 
Contudo, todas as pessoas devem ser respeitadas, não importa o sexo, a idade, as origens étnicas, a opção sexual ou as deficiências. Uma sociedade aberta a todos, que estimula a participação de cada um e aprecia as diferentes experiências humanas, e reconhece o potencial de todo cidadão, é denominada sociedade inclusiva.
 
Sou Jeane Lúcia Vasconcelos, professora de Língua Portuguesa há 15 anos. Meu sangue é altamente nordestino e tenho muito orgulho das minhas raízes. Afinal, apenas nasci em São Paulo, porém, até os meus 35 anos, vivi em Recife e lá tive toda minha formação pessoal e profissional. Sou formada em Letras pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), pós-graduada em Língua Portuguesa e Docência em Ensino Superior. No ano de 2015, mudei-me para São Paulo e aqui estou há 5 anos. Sou grata a esta terra que me acolheu de forma grandiosa, ganhei amigos incríveis, uma legião de alunos e ex-alunos que também me abraçaram com muita estima e elevada consideração. Amo a minha profissão e nela sou complemente realizada.